De volta à Nigéria, ele incorporou ritmos tradicionais africanos e transformou a música em ferramenta de denúncia. Suas letras abordavam corrupção, opressão e injustiça social, tornando o Afrobeat não só um ritmo dançante, mas um manifesto. A batida complexa e polirrítmica, marcada por percussão, baixo, guitarra e metais, logo conquistou o continente e projetou
Hoje, o gênero é fenômeno mundial. No Brasil, a explosão veio durante a pandemia, impulsionada por trends de dança nas redes sociais. O Afrobeat se tornou o primeiro estilo do continente africano a conquistar espaço nas grandes rádios brasileiras.
O legado de Fela segue vivo. Seu filho, Seun Kuti, e seu neto, Madè Kuti, mantêm a essência do Afrobeat em palcos internacionais, atualizando a mensagem de resistência para novas gerações.
Por: Graziela Henrique
Fotos: Domínio Público




